Histórico de Curuçá
Curuçá, teve sua fundação em decorrência da provisão régia de 23 de setembro de 1652, sancionada pelo então rei de Portugal Dom João IV, autorizando a Companhia de Jesus a fundar na capitania do Grão-Pará, uma missão religiosa, esta missão deram o nome de Curuçá, lançando assim os alicerces do atual município, isto em pleno meados do Século XVII, marcando a presença na região e catequizando os índios Tupinambás, primeiros habitantes do lugar.
Vale ressaltar que a princípio a povoação localizou-se as margens do rio Maripanema hoje Muriá, no lugar atualmente conhecido como Abade, entretanto como forma de proteger a povoação contra as investidas dos colonos de outras partes que pretendiam sequestrar os índios, os Jesuítas resolveram trasladar a povoação para o local onde hoje se encontra instalada a cidade de Curuçá, às margens do rio Curuçá-Mirim como consta nos documentos manuscritos da época depositados no Arquivo Público do Estado. Mas, há também a versão popular de que a mudança teria ocorrido devido a água potável no Abade na época.
Somente cem anos depois é que Curuçá, pelo advento da política do Marquês de Pombal na Amazônia, vive um lamentável momento em sua história por conta da expulsão dos padres jesuítas de Curuçá, e com isso sua elevação à condição de Vila com o nome de Vila Nova de El Rey, sendo ereto seu pelourinho a 03 de julho de 1757.
Perdeu a categoria de vila em 1833, e somente em 1850 pela resolução nº 167 de 21 de novembro o governo imperial lhe restitui a categoria, agora com o nome de Vila de Curuçá. Sua emancipação política deu-se por força da Lei estadual nº 236 de 14 de maio de 1895. Ato do então governador Lauro Sodré.